“O Tempo das Árvores” é um diálogo artístico-biológico, que nasce do encontro entre seres humanos e árvores. Um encontro entre seres vivos.

“Plant blindness”, um viés cognitivo definido por J. H. Wandersee e E. E. Schussler em 1999, define a incapacidade de notar a vegetação num determinado ambiente e de reconhecer a sua importância na biosfera. Segundo o biólogo S. Mancuso, isto está ligado ao funcionamento do nosso cérebro: não compreendemos o que é diferente de nós.

As perguntas que dão início a este processo de pesquisa e criação são: “quem sou eu quando me relaciono com uma árvore?” e “quem somos nós quando nos relacionamos com uma floresta?”.

“O Tempo das Árvores” será um processo de pesquisa interdisciplinar, onde procuramos tecer relações entre seres humanos e vegetais, numa dinâmica que passa pela observação, cópia, repetição, cuidado, germinação, partilha, encontro e troca.

Vemos este processo criativo como uma floresta em crescimento: uma série de acções em relação umas com as outras e com os ecossistemas humanos e vegetais, nutrindo objectos artísticos de vários formatos: exposição, performance e podcast.

Assembleia vegetal

Projeto continuado com adolescentes.n“Assembleia Vegetal” — um percurso de 1 mês com jovens do ensino secundário.nnA partir do estudo das árvores autóctones, vamos criar uma assembleia vegetal-humana, onde os jovens participantes e o público convidado se reúnem para partilhar dúvidas e reflexões, baseadas na relação estabelecida com esses grandes seres vegetais.

A Nossa Borda de Água

“A Nossa Borda de Água” é um jornal intergeracional que será desenvolvido com comunidades de crianças e idosos. O jornal vai reunir conhecimentos sobre as árvores do território, assim como experiências, histórias e reflexões.

Ficha Artística e Técnica

Coordenação artística:
Costanza Givone
Com
Alex Cassal, Clelia Colonna, Samuel Ornelas
Consultoria artística:
Fernando Giestas e Rafaela Santos
Consultoria científica:
Joana Tinoco e Iúri Frias

O Tempo das Árvores