Fluxodrama
Fluxodrama é uma abordagem performativa à contemporaneidade permanente de assuntos universais. Assuntos Políticos, Filosóficos, Éticos, Sociais, Económicos, Ambientais, Religiosos. Assuntos Universais. Uma experiência sócio-teatral em que os espectadores são, simultaneamente, actores do próprio espectáculo a que assistem, em resposta a perguntas essenciais. As convicções individuais farão aproximar e afastar pessoas no seu fluxo contínuo de diálogo. O fim será adiado até ao limite das possibilidades.

Um projecto que caminhou para um espectáculo fluxogramático.
O Mundo a partir de Canas de Senhorim
Começámos por querer fazer um espectáculo que aludisse a um dos maiores acontecimentos da humanidade: o movimento de refugiados decorrente da II Guerra Mundial, com rotas que passaram por vários hotéis do país, suscitando a convivência mais ou menos pacífica, num país neutro, entre estrangeiros, sobretudo judeus, e portugueses do Portugal do Estado Novo.
Naquela época, se, por um lado, as minas portuguesas – entre as quais as Minas da Urgeiriça, na freguesia de Canas de Senhorim, onde vivemos – alimentavam a guerra com volfrâmio e urânio, por outro, os hotéis nacionais eram abrigos para milhares de refugiados. Um desses abrigos foi o Hotel da Urgeiriça, localizado em Canas de Senhorim, ainda hoje em actividade, e vizinho das Minas homónimas.
Pareceu-nos importante partir deste contexto local para reflectir sobre o Mundo e a Vida. Importante e urgente, tendo em conta a contemporaneidade universal em que vivemos.
Chegados a palco, encontrámos uma proposta performativa que coloca o problema, as questões essenciais, do lado de quem assiste. Do lado dos espectadores – actores.
Chegámos ao fluxograma: perguntas que permitem duas possibilidades de resposta que levam a perguntas que permitem duas possibilidades de resposta que levam a perguntas que permitem duas possibilidades de resposta. Sim ou não.
Consoante as respostas, assim se posicionam os espectadores – actores no espaço cénico de Fluxodrama. O Sim e o Não frente a frente. Olhos nos olhos. Sem barreiras físicas ou virtuais. Aqui somos nós. São as nossas cabeças a falar através das nossas bocas. O nosso corpo inteiro presente para dizer e ouvir. Para assentir ou rebater.
É sempre possível mudar de opinião e, nesse caso, mudar de lugar. Porque as nossas opiniões podem não valer para sempre. Podem deixar-se permear pelo outro.
Fluxodrama é esse espectáculo em que pessoas pensam e falam entre si. E em que pessoas se vêem a pensar e a falar entre si.
Fernando Giestas
Co-Director Artístico da Amarelo Silvestre
Canas de Senhorim, 11 de Dezembro 2020
Ficha Artística e Técnica
Direcção Artística Fernando Giestas
Apoio à Direcção Artística Rafaela Santos
Co-Criação Ricardo Vaz Trindade e Sofia Moura, Ricardo Baptista, Leonor Barata, Carolina Reis, António Alvarenga, Alexandre Costa
Figurinos Rafaela Mapril
Documentação Videográfica Eva Ângelo
Apoio à Realização na Documentação Videográfica Maria Ana Krupenski
Documentação Fotográfica Tiago Cerveira
Equipa Amarelo Silvestre Marlene Ramos e Susana Figueira Henriques (Produção Executiva), Carla Ramos (Gestão Administrativa e Financeira), Cátia Veloso Marques (Mediação), Maria Inês Santos (Redes Sociais)
Criação e Produção Amarelo Silvestre
Parceria As Casas do Visconde, Hotel Pantanha, Lugar Presente
Apoio República Portuguesa – Cultura/Direcção Geral das Artes, Câmara Municipal de Nelas
Duração 90 min. aprox.
Classificação Etária M/16
A Amarelo Silvestre é uma estrutura co-financiada pela Direcção-Geral das Artes (2023-2026)



