Quem somos
daqui vemos o mundo como em nenhum outro lado do mundo vemos o mundo
juntamos vozes à nossa voz e praticamos a liberdade que o teatro nos proporciona e o mundo ouvir-nos-á
O desequilíbrio que nos faz ir
Na companhia de teatro Amarelo Silvestre concretizamos as actividades a partir dos Hemisférios Norte e Ocidental do Planeta Terra, Sudoeste da Europa, Centro Interior de Portugal, Vila de Canas de Senhorim com 3500 habitantes. Desde 2009.
O trabalho é desenvolvido em Canas de Senhorim com o intuito de ter validade artística em Canas de Senhorim, Lisboa, Londres, Cairo, Tóquio, Nova Iorque ou Adelaide. Falamos de teatro contemporâneo criado em contexto semi- urbano, atento à Vida e às Pessoas. À valorização da existência.
Move-nos iluminar o desequilíbrio e, a partir daí, iniciar a criação caminhando para o desconhecido. Sempre praticando a liberdade que o Teatro torna possível. Nunca deixando de dar perguntas às respostas que vamos tirando da frente dos olhos.
A Amarelo Silvestre é uma estrutura co-financiada pela República Portuguesa – Cultura / Direcção Geral das Artes, com apoio da Câmara Municipal de Nelas.

Da esquerda para a direita: Carla Ramos, Marlene Ramos, Cátia Veloso Marques, Rafaela Santos, Susana Figueira Henriques e Fernando Giestas
Rafaela Santos Direcção Artística, Encenação e Interpretação
N. 1972. Actriz, Encenadora e Formadora de Teatro, pensa que tem uma certa queda para a dança. Co-fundadora da Amarelo Silvestre. Tem um filho e uma filha. É feliz. Muitas vezes. Licenciada em Teatro e Educação (ESTC, Lisboa). Trabalhou, em Teatro e Cinema, com Jorge Silva Melo, Rogério de Carvalho, John Mowat, Lígia Soares, Alain Tanner, Raquel Freire e Solveig Nordlund. Em Dança trabalhou com Olga Rorize Madalena Victorino. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian: estudo “Cruzamentos Dança e Teatro”, em Nova Iorque. Artista associada do Teatro Viriato (Viseu, Portugal) entre 2008 e 2022.
Fernando Giestas Direcção Artística, Dramaturgia
N. 1978. Jornalista para sempre, dramaturgo, co-fundador da Amarelo Silvestre. Lê em papel. Tem uma filha e um enTiago. Artista associado do Teatro Viriato (Viseu, Portugal) entre 2013 e 2022.
O Teatro permite-lhe ver e escutar. Reparar. Dar voz ao que acontece. Fazer perguntas. Praticar a liberdade. Trabalhar.
Para além da dramaturgia e de direcções artísticas dos espectáculos da Amarelo Silvestre, destaca a tarefa de aprendiz, nomeadamente em formações de Escrita para Teatro com Jean Pierre Sarrazac, Joseph Danan, Alexandra Moreira da Silva e Rui Pina Coelho.
Susana Figueira Henriques Produção Executiva
Coimbra, 1992. É produtora nos dias úteis, mas finge-se cantora nos tempos livres.
Mestre em Estudos Artísticos, pela FLUC. Passou brevemente pelo festival Queer Lisboa e pelo Teatro Municipal da Guarda. Faz parte do Teatro Universitário do Porto desde 2016, e foi membro da direcção entre 2020 e 2022. Foi intérprete nos projectos Escombros – A partir d’A Varanda, de Jean Genet (enc. António Júlio), e No Common Language (enc. Susana Oliveira); e produtora no espectáculo El Terror, com direcção artística de Ana Isabel Castro.
Marlene Ramos Produção Executiva
N. 1996. Embarcou na jornada académica, onde se dedicou à procura do conhecimento na área de comunicação multimédia. Tornou-se profissional na área da fotografia e dedica o tempo a capturar memórias. Defende que cada imagem é uma cápsula do tempo que permite viajar para um momento, onde as risadas, os abraços e as lágrimas se tornam eternos. Foi durante 10 anos membro da direcção do Teatro Hábitos, as responsabilidades eram tão variadas quanto desafiadoras. Em Fevereiro de 2023, começou uma nova etapa na Amarelo Silvestre como assistente de produção.
Carla Ramos Gestão Administrativa e Financeira
Nasceu em Coimbra em 1976. Gosta de partilhar afectos, sorrisos e gargalhadas.Gosta de dançar, andar descalça e petiscar.Gosta de mergulhar no mar e na natureza. Tem dois filhos lindos. Licenciada na área das Ciências Agrárias. Durante muitos anos fez uma travessia pela gestão de uma empresa de distribuição. Agora é uma Amarelo Silvestre e está feliz.
Cátia Veloso Marques Mediação
Nasceu em 1984 em Viseu, é natural de Canas de Senhorim e vive na Lapa do Lobo. Quando era pequena tinha o cabelo liso, queria paz em Timor, tinha uma caligrafia excelente e queria ser escritora. Hoje, de forma natural, já não tem cabelo liso. Da Comunicação e Cultura, na qual é formada, sempre teve mais queda para a última. Gost de poesia, de ir a concertos e andar descalça na relva, apetência partilhada com o seu filho João-Pedro. Gosta de viver em modo apaixonado, conversa muito e pensa ainda mais de olhos bem fechados. Na Amarelo Silvestre, foi em primeira instância admiradora do trabalho da Companhia e agora trabalha na mediação.
Memórias de uma jornada
CHEGADA A CANAS DE SENHORIM
2009
Encontrámos terra para plantar a magnólia e criar uma companhia de teatro com sede na sala da nossa casa.
Canas de Senhorim: vila com 3500 habitantes no interior
centro de Portugal, que chegou a ser dos principais pólos industriais dessa região, com as Minas de urânio da Urgeiriça (1300 trabalhadores) e com a Companhia Portuguesa de Fornos Eléctricos (800 trabalhadores), entretanto encerradas na década de 80 do século XX e no início do século XXI. Ficaram as pessoas (algumas) e um espírito associativo e cultural (muito) inspirador.
GANHAR A VIDA COM O TEATRO CUSTA TANTO
2010
Primeiro Apoio Pontual da Direcção-Geral das Artes: terá sido sorte de principiante?
2011
Segundo Apoio: será que a coisa está para ficar?
2014
Terceiro Apoio: estaremos no bom caminho?
2015
Quarto Apoio: isto quer dizer que somos bons a fazer candidaturas, ou a fazer espectáculos de teatro?
2016
Quinto Apoio: não estamos a ficar velhos para tanta candidatura?
2017
Sexto Apoio: não estaria na hora de pensarmos a médio prazo? Dará para pensar a médio prazo, no Teatro, em Portugal?
INTERNACIONALIZAÇÃO
2011
Festival Internacional de Teatro Clássico de Almagro/ Almagro Off, Espanha: foi tão precária esta saída, com uma pequena bolsa atribuída pelo Festival. Será que assim vale a pena?
2013
São Paulo, Brasil: apesar do apoio da Direcção-Geral das Artes e da Fundação Calouste Gulbenkian, voltou a ser tão precária esta saída. Mas foi tão bom. Mas será que vale a pena?
2016
São Paulo, Salvador da Bahia, Belo Horizonte, Angra dos Reis, Brasil: os apoios das Fundações Calouste Gulbenkian e GDA foram fundamentais. Mas, assim, não vale mesmo a pena. Estamos a pagar para trabalhar.
MIGRAR
Percurso performativo
2012
La Fin Terrible, Ovar, Estreia
2013
Centro Cultural, ÍlhavoCentro Cultural Vila Flor, Guimarães
2014
Fundação Serralves, Porto
2015
Teatro Virgínia, Torres Novas
2017
Quartel das Artes, Oliveira do Bairro
2021
Artemrede, Sobral de Monte Agraço
Artemrede, Alcobaça
Artemrede, Alcanena
E ASSIM VAMOS ADIANDO O FIM
2013
Apoio Anual da Direcção-Geral das Artes: é por aqui, embora o apoio para um ano tenha quase o mesmo valor de um apoio para apenas um projecto. Aprendamos.
2018 – 2019
Apoio bienal da Direcção-Geral das Artes: depois da raiz, do tronco e das folhas, começaram a nascer as flores.
2020 – 2021 – (2022)
Apoio bienal da Direcção-Geral das Artes (estendido excepcionalmente a 2022 por causa da pandemia): caramba que isto agora passou a ser demasiado a sério.
CONDIÇÕES DE TRABALHO
2014
Deixámos a sala de jantar e arrendámos um escritório: deixámos de misturar o almoço com orçamentos e sinopses.
2015
Primeiro contrato de trabalho: dois de nós continuam a receber quando calha.
2016
Segundo contrato de trabalho: dois de nós continuam a receber quando calha.
2018
O escritório também passou a ser depósito dos cenários dos espectáculos. Assim não dava. Encontrámos um armazém. Passámos a respirar melhor.
2019
Terceiro e quarto contratos de trabalho: finalmente todos ao mesmo nível.
2020
Aquisição de uma viatura em segunda mão: deixámos de utilizar os carros particulares.
FALHÁMOS: ACABOU TUDO
2014
Não conseguimos submeter a candidatura aos Apoios Bienais da Direcção-Geral das Artes, por cinco segundos. Fomos chorar e, nesse dia, o mundo acabou.
Museu da Existência
Espectáculo de teatro
2016
As Casas do Visconde, Canas de Senhorim, Ante-Estreia
Teatro Viriato, Viseu, Estreia
Museu Júlio Dinis, Ovar
Centro de Artes do Espectáculo de Sever do Vouga Teatro Virgínia, Torres NovasCentro Cultural Vila Flor, Guimarães
2017
Convento de São Francisco, Coimbra Cine-Teatro Municipal de Nelas Museu do Vinho, Alcobaça Cine-Teatro São Pedro, Alcanena Centro de Artes de Águeda
Fábrica das Ideias/Projecto 23 Milhas, Gafanha da Nazaré
2018
Fábrica das Artes/Centro Cultural de Belém, LisboaFauna, Teatro da Didascália, Joane
2022
Teatro Sá da Bandeira, Santarém Cineteatro Louletano, Loulé
O PODER POLÍTICO OLHA PARA NÓS
2016
Início de protocolos de co-financiamento com a Câmara Municipal de Nelas: finalmente o poder político local reconhece que o que fazemos é cultura no e para o Município.
Mina
Espectáculo de teatro
2016 / 2017
Minas da Urgeiriça, Canas de Senhorim, Estreia
Canas 44
Espectáculo de teatro
2017
Auditório dos Bombeiros, Canas de Senhorim, Estreia Centro de Arte de Ovar Festival Y#13, Quarta Parede, Covilhã
Centro de Artes do Espectáculo de Sever do Vouga
2018
Teatro Nacional D. Maria II – Lisboa, Casa da Cultura – Ílhavo, Teatro Aveirense – Aveiro, Cineteatro Louletano – Loulé
Engolir Sapos
Espectáculo de teatro
2019
Teatro Viriato, Viseu, Estreia
Centro de Arte de Ovar
Auditório dos Bombeiros, Canas de Senhorim Fábrica das Ideias/Projecto 23 Milhas, Gafanha da Nazaré
2020
Teatro-Cine de Torres Vedras
Teatro Virgínia, Torres NovasTeatro Campo Alegre/Teatro Municipal do Porto Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal (online)
2021
Agrupamento de Escolas de Torres Novas (online)
Festival Corpo de Hoje, Tavira (online)
2022
Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa Teatro Municipal da Covilhã Cineteatro Louletano, Loulé
Fluxodrama
Experiência Sócio-Teatral
2020
Antigo Balneário dos Ingleses, Canas de Senhorim, Ante-estreia
Convento de São Francisco, Coimbra, Estreia Centro Cultural de Carregal do Sal
Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal
2021
Teatro Municipal da Guarda Museu do Vinho de Alcobaça
Diálogos para a Solidão
Encontro entre leitores e autores
2021
Edição I (on-line): Leitora Ester Pais do Couto e autora Lígia Soares. Texto: Cinderela
2022
Edição II (on-line): Leitor António Figueiredo e autor Jorge Palinhos. Texto: Uma campa é um buraco difícil de tapar
Sofá em Mi Maior
Instalação Interactiva
2021
Casa da Ribeira, Viseu, Estreia
Diário de uma República
Espectáculo de teatro
2021
Auditório dos Bombeiros, Canas de Senhorim, Ante-Estreia
Cineteatro Louletano, Loulé, EstreiaTeatro Municipal Sá de Miranda, Viana do Castelo
Teatro Viriato, Viseu
2022
Teatro Virgínia, Torres Novas

